quarta-feira, 16 de junho de 2010

Justificativa

A espiritualidade nas organizações é uma espécie de “cura” para as “doenças da gestão moderna” (BROWN, 2003, p. 396). Por meio de sua implementação, é possível conquistar a confiança empregador/empregado estabelecida no contrato psicológico, humanizar as práticas de gestão criando novas estratégias que reatem os laços psicológicos, tantas vezes desfeitos pela falta de sentido no trabalho (GIACALONE; JURKIEWICZ, 2003).

A satisfação de necessidades inferiores (fisiológicas e de segurança) pode ser atendida por meio de valor monetário, mas quando elas já estão satisfeitas, as pessoas passam a ser motivadas apenas por espécies superiores de “pagamento” — filiação, afeição, dignidade, respeito, apreciação, honra — assim como pela oportunidade de individuação e a promoção dos valores supremos: verdade, beleza, eficiência, excelência, justiça, perfeição, ordem, legitimidade etc. (MASLOW, 1972, p. 45)

Pesquisadores como Garcia-Zamor (2003) e Giacalone e Jurkiewicz (2003), apontam que os indivíduos se empenham mais no trabalho e na organização e melhoram o desempenho, quando podem satisfazer as suas necessidades espirituais de modo “apropriado”. Quando as organizações promovem a esperança e a felicidade, os trabalhadores ficam mais capacitados para lidar com o stress e isto contribui para o incremento do desempenho organizacional (REGO, CUNHA; SOUTO, 2005, p. 17).

Colaboradores que desenvolvem um vínculo espiritual e encontram um sentido psicológico de comunidade de trabalho, ficam mais satisfeitos (BURROUGHS; EBY, 1998) e apresentam melhor desempenho individual e organizacional (PODSAKOFF et al., 2000).
Como a busca por maior produtividade é um objetivo da empresa, é provável que a adoção da espiritualidade torne-se uma estratégia de gestão que impacte positivamente no sentido do trabalho, levando os indivíduos a canalizarem a sua existência (física, mental, emocional e espiritual) para a organização, assumindo o trabalho mais como uma “vocação” do que como um “emprego”, o que pode resultar em maior desempenho (GAVIN; MASON, 2004).

Assim, de acordo com Cohen (2002), vem aumentando o número de executivos que fala sobre a “alma da empresa” ou a “missão social” e, nesse contexto, é importante que se procure conhecer o significado da palavra espiritualidade dentre os alunos do curso de administração, futuros gestores de organizações de diferentes segmentos e portes, tanto privadas quanto públicas.

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