quarta-feira, 16 de junho de 2010

Inteligência Intelectiva

No século XIX, Herbert Spencer e Francis Galton indicaram a existência de uma capacidade humana geral e superior e, a partir de então, observou-se um crescente interesse pela inteligência humana. Pesquisando os testes mentais que se propunham a mensurar esta capacidade geral e superior, Alfred Binet e Théophile Simon concluíram que escalas que incluíssem capacidades mais complexas e atividades do dia-a-dia seriam mais adequadas para medir a inteligência e criaram, em 1905, o primeiro teste satisfatório de inteligência (Binet-Simon), por meio de uma solicitação do Ministério de Educação Francês que objetivava diagnosticar crianças necessitadas de educação especializada (MATTHEWS et al., 2002).

Este teste constituiu a base de pesquisas futuras e foi utilizado em vários países e línguas. Em 1939, tiveram início as pesquisas em avaliação mental de adultos, especialmente quando David Wechsler criou a Escala Wechsler de Inteligência para Adultos (WAIS), também revisada posteriormente. Com relação à definição de inteligência, é possível perceber duas correntes teóricas. Há autores que a definem como uma capacidade geral de compreensão e raciocínio, enquanto outros a descrevem como envolvendo diversas capacidades mentais relativamente independentes umas das outras. Binet e Wechsler foram adeptos do primeiro pressuposto (WOYCIEKOSKI; HUTZ, 2008).

Nesse mesmo período, Thurstone postulou que a inteligência poderia ser decomposta em várias capacidades básicas através da análise fatorial. Thurstone identificou sete fatores (compreensão verbal, fluência verbal, aptidão numérica, visualização espacial, memória, raciocínio e velocidade perceptiva) e criou o Teste de Capacidades Mentais Básicas (BUTCHER, 1968, 1974).

Com base nos estudos de Thurstone, Guilford (1967) propôs que a inteligência compreenderia 150 fatores e Gardner (1995) criou a teoria das Inteligências Múltiplas, independentes entre si, as quais operariam em blocos separados no cérebro, obedecendo a regras próprias (WOYCIEKOSKI; HUTZ, 2008).

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